sábado, 4 de abril de 2009

Remodelado e cheio de seriedade para clássico

Com apenas Everton Silva, Ronaldo Angelim, Erick Flores e Josiel à disposição entre os titulares, Cuca tirou a semana para trabalhar taticamente a equipe e dar corpo à formação que terá a missão de carimbar o passaporte rubro-negro para a semi. Depois de dar o colete para Diego, Wellinton, Egídio, Toró, Kleberson, Fierro e Jônatas, o treinador comandou dois treinamentos coletivos e sequer teve tempo para se informar sobre o rival. - Só trabalhei o meu time preocupado com o nosso esquema. Não sei se eles vão vir com time titular ou misto. Vamos encarar com a mesma seriedade. Discordando de Parreira na opinião de que o clássico será como um amistoso de luxo, Cuca lembra a importância de um triunfo para que um novo Fla-Flu aconteça no domingo seguinte. Líder do Grupo B, o Rubro-Negro deve encarar o Tricolor caso confirme a posição, e o treinador já projeta esse reencontro. - Se eu não tivesse projetando isso, estaria jogando contra mim. Quero ser o primeiro. Os dois clássicos vão valer muito para o Flamengo. Dependendo desta partida, podemos ser primeiro ou segundo no grupo. Temos que vencer.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Novo sheik??

A simplicidade e a emoção na apresentação no Flamengo transformaram Emerson subitamente em um exemplo de amor à camisa. Sobre esta questão, ele prefere não responder pelos outros. Diz apenas que o dinheiro não compra felicidade e que realiza um sonho ao jogar no clube que ama. Mas pondera, e pondera bastante. Lembra que não adianta somente amar. Tem de render em campo. Depois de duas semanas realizando treinos puxados, o atacante pode ficar no banco de reservas no domingo, contra o Fluminense. Uma ansiedade que ele ainda não sabe muito bem como prever. Mas depois de 11 anos revezando-se entre Japão e Qatar, com curta escala na França, chegou a hora de conhecer as agruras do futebol brasileiro. Os salários atrasados não o incomodam. A fama de jogador multimilionário, sim. Mesmo assim, ele não escapou das brincadeiras no elenco. Os companheiros de Flamengo encontraram um jeito de identificá-lo: chamam-no de Sheik, o Sheik da Gávea. Aos 30 anos, Emerson prepara-se para iniciar a trajetória no Flamengo. Ainda sem saber se será rica ou não.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fla encerra casamento com Petrobrás

A paciência do Flamengo chegou ao fim. Em entrevista coletiva no auditório Rogério Steinberg, na Gávea, o presidente do clube, Delair Dumbrosck, anunciou que o contrato com a Petrobras não será renovado. A decisão foi tomada porque há a necessidade de o clube conseguir diversas certidões com o Governo Federal para receber a verba anual de R$ 14,2 milhões. - Não poderíamos seguir com os problemas com a Petrobras. Por quase 25 anos, ela nos ajudou, participou das nossas glórias, mas precisamos dar sequência e decidimos sair dessa linha de patrocínio. Estamos em negociações avançadas com um empresa, mas infelizmente não vai dar para apresentar o novo patrocinador no clássico de domingo contra o Fluminense – disse Dumbrosck. Desta forma, pela primeira vez em 24 anos o Flamengo entrará em campo com a camisa sem qualquer logotipo. Desde o último dia 31 de janeiro, quando o compromisso anterior com a empresa do ramo petrolífero terminou, o Rubro-Negro fazia propaganda gratuita.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Embalando...

Da tempestade de críticas após a derrota no clássico contra o Vasco até a iminente classificação para a semifinal da Taça Rio, o Flamengo viveu dias de questionamentos e teve que suar bastante para reconquistar a confiança da torcida. De astral renovado pela série de três vitórias consecutivas (venceu o Americano nesta terça por 1 a 0), Cuca não esconde a empolgação com o momento rubro-negro. O treinador mostrou entusiasmo com a resposta positiva do elenco após mais um momento de turbulência e projetou uma evolução ainda maior na reta decisiva. - O mais importante neste momento é enaltecer o que tem sido feito de bom. São três jogos e três vitórias. Nos mobilizamos depois do clássico. Estamos praticamentes classificados. Foram jogos difíceis, como contra o Americano. Um adversário muito motivado. Estamos embalando na hora certa.
Apesar de precavido, Cuca admitiu que só um desastre pode tirar o Flamengo da semifinal do segundo turno. - São nove gols de saldo. Se tudo der errado (derrota por goleada no Fla-Flu), isso vai ser importante. Com 16 pontos, o Flamengo lidera o Grupo B da Taça Rio e se classifica com antecedência caso o Botafogo não supere o Madureira, quinta-feira, no Engenhão. Se o time alvinegro vencer, o Rubro-Negro necessitará apenas de um empate no clássico contra o Fluminense para carimbar a classificação.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

De cara novaa!!

Se pela manhã, o coletivo com 12 jogadores em cada equipe e a ausência de Fábio Luciano entre os titulares deu o tom misterioso ao treinamento do Flamengo, na parte da tarde a atividade tática comandada por Cuca deu indícios de qual será a cara da equipe para o restante da temporada.

Em campo reduzido, o treinador mandou o gramado uma equipe com Éverton Silva, Juan, Toró, Airton (Kleberson), Ibson, Leo Moura, Zé Roberto e Josiel com a missão de criar jogadas ofensivas, marcar a saída de bola do adversário e impedir os contra-ataques. A única incógnita segue sendo a zaga. No entanto, a tendência é que Fábio Luciano e Douglas formem o setor na estreia da Copa do Brasil, diante do Ivinhema (MS), e Wellinton substitua o capitão na primeira rodada da Taça Rio, contra o Cabofriense. Airton, outro suspenso, daria lugar a Kleberson.

Com esta formação, o Rubro-Negro jogaria em um "falso" 4-4-2, assim como Cuca escalou o Botafogo durante um bom tempo, quando comandava a equipe de General Severiano. A diferença neste caso é a transformação de Éverton Silva em zagueiro pela direita, quando a equipe não tiver a posse de bola. No Glorioso, essa variação acontecia do lado esquerdo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

gordinho outra veez??

Xodó maior do Flamengo nos últimos anos, Obina conhece muito bem a ira do torcedor. Contratado como solução para o ataque em 2005, o Anjo Negro passou por maus momentos até acertar o ângulo esquerdo do goleiro Cássio, do Vasco, na final da Copa do Brasil de 2006 e se tornar “melhor do que Eto´o”. O episódio deixou Obina com crédito com o torcedor. No entanto, os seis jogos sem marcar na Taça Guanabara têm minado a paciência dos rubro-negros, que fazem críticas e pedidos bem humorados pelas ruas do Rio de Janeiro. - A cobrança nas ruas está normal. Me cobram o gol. Falam: “Você voltou tão fininho esse ano. Tem que comer tudo de novo que o gol vai sair”. A brincadeira é saudável. Faço de tudo para fazer esses torcedores felizes. O início difícil na Gávea deixou Obina blindado contra as vaias das arquibancadas e, ainda tranquilo, o jogador confia em colocar um colocar um ponto final no jejum de gols sábado, às 16h, contra o Resende, pela semifinal da Taça GB. - O torcedor está com um pé atrás. Perdi pênalti, são seis jogos sem fazer gol. Eles esperavam muito de mim. Tenho que estar tranquilo. Já passei por momentos piores e dei a volta por cima. Respeito quem paga ingresso e me dedico o máximo para isso não acontecer. Em 169 partidas com a camisa do Flamengo, Obina já balançou a rede 47 vezes e deu 24 assistências.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A camisa 10 esta de volta

Na estreia de Zé Roberto, Fla diz ‘muito prazer’ ao torcedor e goleia o Mesquita
Camisa 10 abre o caminho da vitória, e Bruno completa a festa marcando em cobrança de falta. Rubro-Negro, enfim, leva e convence no Estadual
Cahê Mota Rio de Janeiro
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A estreia foi de Zé Roberto, mas não seria errado dizer que pela primeira vez no Campeonato Carioca o Flamengo de 2009 mostrou a sua cara para o torcedor. Com uma boa atuação, com direito ao primeiro gol do meia com a camisa rubro-negra, o time fez 4 a 1 no Mesquita, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, e deixou para trás as vitórias sofridas nas primeiras rodadas (assista aos gols no vídeo ao lado).

Com o resultado, a equipe chegou ao primeiro lugar do Grupo B, com 12 pontos e 100% de aproveitamento - e só perde o posto se o Botafogo derrotar o Volta Redonda, quinta-feira, no Engenhão, por pelo menos três gols de diferença. Everton, Jônatas e o goleiro Bruno completaram o placar rubro-negro. Leandro Netto descontou. Em comum com os triunfos anteriores, a superstição e a estrela do técnico Cuca, que mais uma vez trocou a camisa de cinza para preta no intervalo e mudou a cara da equipe com os jogadores que tem no banco. No próximo sábado, o Flamengo retorna a Volta Redonda, onde venceu o time da casa e o Bangu, para encarar o Macaé, às 18h15m. O Mesquita viaja até Saquarema para pegar o Boavista, domingo, às 17h.

. Confira a classificação e a tabela do Campeonato Carioca

Euforia e decepção rubro-negra em dez minutos

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Ao contrário do que vinha acontecendo, o Flamengo iniciou a partida em ritmo acelerado e disposto a acabar com a seca de gols em primeiros tempos no Carioca. Com Marcelinho Paraíba, Zé Roberto e Obina enfiados entre os zagueiros do Mesquita, o Rubro-Negro atacava em velocidade e assustou logo aos dois minutos, em cabeçada de Fábio Luciano após cobrança de falta de Leo Moura. Alonso afastou de soco. Três minutos depois, Willians avançou pela esquerda, cortou para o meio e chutou forte na rede pelo lado de fora. A mesma jogada se repetiu no minuto seguinte, desta vez pela direita, e o time da Gávea abriu o placar. Elemento surpresa, Willians partiu em velocidade, invadiu a área e chutou cruzado. Esperto, o estreante Zé Roberto foi mais rápido que o zagueiro, se antecipou e mandou para o fundo das redes. O gol do camisa 10 levantou a torcida, que o presenteou com o grito "Ih, f..., o Zé Roberto apareceu", que ano passado era cantado para o atacante Souza.

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Enganou-se, no entanto, quem pensou que o Fla finalmente teria uma partida tranquila no Estadual. Em desvantagem, o Mesquita se mandou para o ataque e assustou com o baixinho Fabrício, aos oito. O meia chutou forte da entrada da área e forçou Bruno a fazer grande defesa, espalmando para escanteio. Na sequência do lance, não teve perdão. Maricá cobrou o tiro de canto na primeira trave, Bruno e Willians bobearam, e Leandro Netto empatou a partida de cabeça: 1 a 1. Tanta ofensividade nos minutos iniciais deixaram as duas equipes mais precavidas na defesa, e os lances de perigo ficaram restritos aos chutes de fora da área de Fabrício, do lado do time da Baixada, e Marcelinho Paraíba, aos 11 e 16, respectivamente. Com Leonardo Moura apagado e Egídio errando muitos passes, Cuca liberou as ações dos meias pelas laterais. E a estratégia quase deu certo. Aos 21, Marcelinho Paraíba apareceu bem pela direita e cruzou no primeiro pau. Zé Roberto se antecipou ao zagueiro Vanderson e cabeceou para fora. Pelo mesmo setor, Willians apareceu aos 28 e levantou para Obina mergulhar e errar o peixinho. O atacante ainda tentou completar com a mão, mas o lance passou pelo árbitro Antonio Frederico de Carvalho Schneider.

Já diante de uma impaciente torcida, o Flamengo seguiu no ataque, e aos 33 Ronaldo Angelim, homenageado com uma bandeira, desperdiçou chance incrível. Ibson tocou para Marcelinho Paraíba, que descolou lindo passe de letra e deixou o zagueiro na cara do gol. O camisa 4 dominou, olhou e chutou em cima de Alonso. O goleiro ainda salvaria o Mesquita aos 39, em cobrança de falta de Marcelinho Paraíba. Ao fim do primeiro tempo, a irritação vestia vermelho e preto dentro e fora do gramado. Enquanto a torcida vaiava, Leonardo Moura disparou. - Eles sempre fazem isso, mas depois comemoram - disse o lateral, como se tivesse antecipando o que estava por vir.

Mais uma vez, superstição de Cuca e banco resolvem
Filme repetido no início do segundo tempo. Sem querer deixar para definir nos minutos finais, o Flamengo fez uma blitz no campo de ataque. Aos dois minutos, Aírton recebeu pela direita e cruzou rasteiro. Fábio Luciano chegou atrasado, e Vinícius fez o corte. O capitão apareceu bem novamente aos sete, quando cabeceou com perigo para defesa de Alonso. Dois minutos depois, foi a vez de Obina finalmente finalizar. Ibson descolou excelente lançamento, o atacante dominou na área, girou para cima da zaga e chutou para mais uma boa defesa do camisa 1 do Mesquita. Aos 13, a virada. Leonardo Moura fez linda jogada, invadiu a área em velocidade e rolou para trás. Obina passou da bola, mas Everton não perdoou. Valeu tentar com as duas pernas e, no fim, usar a canela para marcar o seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Três minutos depois, mais uma vez o lateral-direito apareceu bem. Ele levantou no segundo pau e deixou Marcelinho livre para cabecear. O meia conclui sem força e facilitou a ação de Alonso.

Aos 23, Ibson esteve perto de desencantar na temporada. O meia aproveitou bobeada da zaga do Mesquita e encheu o pé na entrada da área. A bola tirou tinta do travessão. Pouco depois, aos 26, em lance parecido, foi a vez de Jônatas acertar lindo chute de perna esquerda, aproveitando ajeitada de Obina, e fazer 3 a 1.

A festa rubro-negra ficou completa aos 31. Após pedir por Bruno em duas faltas na entrada da área, a torcida foi atendida. O goleiro partiu para a cobrança e, com perfeição, colocou a bola no ângulo esquerdo, marcando o terceiro gol na carreira. Flamengo 4 a 1.

Com a vitória garantida, o Rubro-Negro não tirou o pé, e Ibson ainda desperdiçou duas boas oportunidades na frente de Alonso, aos 34 e 36, e ouviu a torcida, comemorando como previra Leo Moura, gritar "Olé".